UM POUCO ONG, UM POUCO EMPRESA – E NADA TRADICIONAL

A ideia do que hoje é um negócio de impacto socioambiental começou com a Bia e o Lucas, dois jovens inconformados, que tiveram sua visão de uma “ilha paradisíaca” interrompida por montes de redes de pesca descartadas. A Bia, como oceanógrafa, sabia o que aquilo significava: as redes no mar seguem matando silenciosamente — é o que chamamos de pesca fantasma. Mas morando na Ilha Grande foram entendendo que as comunidades caiçaras, verdadeiras guardiãs daquele território, lidavam sozinhas com o passivo ambiental de uma pesca industrial que havia engolido a artesanal.

A Bia cismou em transformar essas redes em novos produtos pelas mãos dos próprios pescadores e assim, o que começou no quintal do Seu Filinho virou, ao longo da pandemia, a Marulho que existe hoje: uma gestão toda feminina com a convicção de que as comunidades caiçaras e costeiras são as verdadeiras guardiãs do nosso litoral.

SOBRE NÓS

A Marulho nasceu entre 2019 e 2020 na Praia do Matariz, na Ilha Grande, no sul do estado do Rio de Janeiro. Na época, a Bia e o Lucas trabalhavam como instrutora de mergulho e técnicos numa fazenda marinha local, mas não conseguiam ignorar os restos de rede de pesca espalhados pela região — sabiam que redes no mar são uma das formas mais perigosas de poluição marinha, pois seguem matando silenciosamente. É o que chamamos de pesca fantasma.

Nossa Visão

Ser uma referência em conservação do oceano na prática, transformando a forma de poluição plástica marinha mais perigosa em produtos upcycled que promovam a cultura caiçara e a cultura oceânica.

Por que escolher a Marulho?

A ideia foi começar a pegar essas redes e transformar em novas coisas, pelas mãos dos pescadores que detinham esse conhecimento — afinal, a Bia nem sabia costurar rede. Foram várias horas no quintal do Seu Filinho e da Dona Edemeia até sair a primeira redinha, vendida numa pousada parceira.

Com a pandemia em 2020, a Bia resolveu ver se essa ideia fazia sentido mesmo — e passou a viver pra Marulho: foi o momento de começar a mensurar o impacto da iniciativa, transformando-a no seu mestrado na UFRRJ, ao mesmo tempo que junto ao Lucas tentavam tocar um negócio com a venda dos produtos, como uma fonte de renda alternativa aos locais.

Na época, viviam só da bolsa de mestrado da Bia e outros trabalhos, reinvestindo tudo que conseguiam vender.

A vida levou o Lucas para outros mares, mas a Bia seguiu ilhada e com o tempo uma equipe toda feminina foi se formando.

Conseguiram novos incentivos e apoios, e a Marulho foi tomando a forma que tem hoje: uma tecnologia social reconhecida, juntando inovação e conhecimento tradicional, com uma gestão feminina e a convicção de que as comunidades caiçaras e costeiras são as verdadeiras guardiãs do nosso litoral — e devem estar no centro do processo, sempre.

O MUNDO MELHOR QUE A GENTE QUER

Nossos ideais

A gente acredita na geração de impacto socioambiental positivo — mas quem impacta são pessoas, não produtos. Por isso, o que oferecemos não são “apenas produtos”, são ferramentas de transformação: com eles propomos uma nova forma de ver e viver no mundo.

CONHEÇA NOSSA EQUIPE

Quem faz marulho

Somos uma rede de mulheres e homens que transformam redes de pesca descartadas em novos produtos, gerando renda local e enfrentando a pesca fantasma.

Bia Mattizzo

Bia Mattizzo

FUNDADORA E FAZ TUDO

Oceanógrafa (USP), Instrutora de Mergulho NAUI, Mestre em Práticas de Desenvolvimento Sustentável – UFRRJ

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Samara Frô Oliveira

Samara (Frô) Oliveira

SÓCIA, GESTORA DE RELACIONAMENTOS

Oceanógrafa (USP), pedagoga e mestra em Mudança Social e Participação Política (EACH/USP).

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Raquel Dias Pereira

Raquel Dias Pereira

GESTÃO FINANCEIRA

Administradora, nascida e criada na Ilha Grande, entrou na Marulho em 2024 e foi se capacitando cada vez mais em Administração de Negócios de Impacto.

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Arlana Dias

Arlana Dias

INOVAÇÃO

Caiçara que dominou a reciclagem artesanal em nossas máquinas, além de ser a artesã responsável pelas sandálias!

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Flávia Cristianes

Flávia Cristianes

EXPEDIÇÃO

Caiçara da Ilha que atua na nossa sala em Angra (ponto de apoio no continente), embalando e enviando os pedidos!

Ana Clara (Lalinha) Oliveira

ASSISTENTE INOVAÇÃO

Caiçara da Ilha que entrou na área de inovação da Marulho, para novas surpresas e crescimento.

Tá, a gente toca as coisas, mas são os pescadores e as costureiras locais que fazem os produtos!

APOIADORES E PARCEIROS