UM POUCO ONG, UM POUCO EMPRESA – E NADA TRADICIONAL
A ideia do que hoje é um negócio de impacto socioambiental (em bom português, um negócio onde a moeda não é só o dinheiro, mas o impacto positivo social e ambientalmente) começou com a Bia e o Lucas, dois jovens inconformados, que tiveram sua visão de uma “ilha paradisíaca” interrompida por montes de redes de pesca descartadas. A Bia, como oceanógrafa, sabia o que aquilo significava, redes no mar seguem matando silenciosamente, é o que chamamos de pesca fantasma, mas morando na Ilha Grande foram entendendo que o problema ia muito além: as comunidades caiçaras, verdadeiras guardiãs daquele território, lidavam sozinhas o passivo ambiental de uma pesca industrial que havia engolido a artesanal, sem apoio e sem reconhecimento, ao mesmo tempo que iates de luxo cruzavam a baía.
Mas pra quem só sabe começar pequeno e não consegue parar quieta, a Bia cismou em transformar essas redes em novos produtos pelas mãos dos próprios pescadores e assim, o que começou no quintal do Seu Filinho virou, ao longo da pandemia e com muita persistência, a Marulho que existe hoje: uma gestão toda feminina com a convicção de que as comunidades caiçaras e costeiras são as verdadeiras guardiãs do nosso litoral, e devem estar no centro de tudo.
UM POUCO ONG, UM POUCO EMPRESA – E NADA TRADICIONAL
A ideia do que hoje é um negócio de impacto socioambiental (em bom português, um negócio onde a moeda não é só o dinheiro, mas o impacto positivo social e ambientalmente) começou com a Bia e o Lucas, dois jovens inconformados, que tiveram sua visão de uma “ilha paradisíaca” interrompida por montes de redes de pesca descartadas. A Bia, como oceanógrafa, sabia o que aquilo significava, redes no mar seguem matando silenciosamente, é o que chamamos de pesca fantasma, mas morando na Ilha Grande foram entendendo que o problema ia muito além: as comunidades caiçaras, verdadeiras guardiãs daquele território, lidavam sozinhas o passivo ambiental de uma pesca industrial que havia engolido a artesanal, sem apoio e sem reconhecimento, ao mesmo tempo que iates de luxo cruzavam a baía.
Mas pra quem só sabe começar pequeno e não consegue parar quieta, a Bia cismou em transformar essas redes em novos produtos pelas mãos dos próprios pescadores e assim, o que começou no quintal do Seu Filinho virou, ao longo da pandemia e com muita persistência, a Marulho que existe hoje: uma gestão toda feminina com a convicção de que as comunidades caiçaras e costeiras são as verdadeiras guardiãs do nosso litoral, e devem estar no centro de tudo.
Sobre nós
A Marulho nasceu entre 2019 e 2020 na Praia do Matariz, na Ilha Grande, uma ilha no sul do estado do Rio de Janeiro. Na época, a Bia e o Lucas, dois oceanógrafos, trabalhavam como instrutora de mergulho e técnicos numa fazenda marinha local, mas não conseguiam ignorar os restos de rede de pesca espalhados pela região, por saber o que elas significavam: redes que vão parar no mar são uma das formas mais perigosas de poluição marinha, pois seguem matando silenciosamente. É o que chamamos de pesca fantasma.
Nossa Visão
Por que escolher a Marulho?
A ideia foi começar a pegar essas redes e transformar em novas coisas, pelas mãos dos pescadores que detinham esse conhecimento — afinal, a Bia nem sabia costurar rede. Foram várias horas no quintal do Seu Filinho e da Dona Edemeia até sair a primeira redinha, vendida numa pousada parceira.
Depois, com a pandemia em 2020 (um momento de muita incerteza para quem dependia do turismo) a Bia resolveu ver se essa ideia fazia sentido mesmo ou se era só uma viagem da cabeça dela,
e passou a viver pra Marulho: foi o momento de começar a mensurar o impacto da iniciativa, transformando-a no seu mestrado na UFRRJ, ao mesmo tempo que junto ao Lucas tentavam tocar um negócio com a venda dos produtos, como uma fonte de renda alternativa aos locais.
Na época, viviam só da bolsa de mestrado da Bia e outros trabalhos, e iam reinvestindo tudo que conseguiam vender.
A vida levou o Lucas para outros mares, mas a Bia seguiu ilhada e com o tempo uma equipe toda feminina foi se formando.
Conseguiram novos incentivos e apoios, e a Marulho foi tomando a forma que tem hoje: uma tecnologia social reconhecida, juntando inovação e conhecimento tradicional, com uma gestão feminina e uma convicção muito forte de que as comunidades caiçaras e costeiras são as verdadeiras guardiãs do nosso litoral — e devem estar no centro do processo, sempre.
o mundo melhor que a gente quer
Nossos ideais
A gente acredita na geração de impacto socioambiental positivo – mas quem impacta são pessoas, não produtos. Por isso, o que oferecemos não são “apenas produtos”, são verdadeiras ferramentas de transformação: com eles propomos uma nova forma de ver e viver no mundo.
Quem faz marulho
Somos uma rede de mulheres e homens que transformam redes de pesca descartadas em novos produtos, gerando renda local e enfrentando a pesca fantasma.
Tá, a gente toca as coisas, mas são os pescadores e locais que fazem os produtos!
Seu Filinho
88 anos, foi o primeiro redeiro a trabalhar conosco
Ana
Costureira da Praia do Matariz
Doutor
Redeiro da comunidade de Provetá
Paulo
Redeiro da comunidade de Matariz
Joari
Redeiro da comunidade de Provetá
Francisco
Redeiro da comunidade de Provetá
Benedito
Redeiro da comunidade de Provetá
Décio
Redeiro da comunidade de Matariz
Zé
Redeiro da comunidade de Provetá
Caio
Filho do Zé, aprendeu a costurar com o pai na necessidade
Lívia e Daniel
Netos do Benedito, aprendeu a costurar com ele e aos poucos carrega a tradição
Jamilly
Costureira de Provetá, a primeira mulher da comunidade que começou a costurar conosco
Daniela
Costureira de Provetá
Maria
Costureira de Provetá
Thalita
Costureira de Provetá





